𝐄𝐱𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐀𝐜̧𝐮́𝐜𝐚𝐫: 𝐕𝐨𝐥𝐚𝐭𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐈𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐞 𝐚 𝐑𝐞𝐬𝐢𝐥𝐢𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐁𝐫𝐚𝐬𝐢𝐥
- globalmexss2020

- 14 de set. de 2025
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Diante de condições climáticas adversas e mercados instáveis, o Brasil sustenta sua liderança global apoiado em tecnologia e flexibilidade produtiva, mantendo vantagem competitiva frente à Índia e Tailândia.
✅São Paulo continua liderando como o maior produtor de cana-de-açúcar do Brasil, sendo responsável por 57,5% da moagem do Centro-Sul em 2024/25.
📉No entanto, a severa seca ocorrida entre outubro de 2023 e agosto de 2024, somada aos incêndios que atingiram a região, impactou negativamente o desenvolvimento dos canaviais e comprometeu a qualidade da cana colhida. Esse cenário resultou em uma queda de 17,7% nas exportações em abril de 2025 — aproximadamente 1,56 milhão de toneladas a menos em relação ao mesmo mês do ano anterior —, configurando o menor volume mensal registrado nos últimos dois anos.
📉No primeiro trimestre de 2025, os estoques do Centro-Sul ficaram cerca de 70% abaixo da média histórica, o que limitou o volume exportável imediato.
Apesar dessas adversidades, o Brasil deve permanecer como o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, com previsão de 671 milhões de toneladas métricas (MMT) em 2025/26, sendo 618 MMT provenientes do Centro-Sul (principalmente São Paulo e Minas Gerais) e 53 MMT da região Norte/Nordeste.
📈Para o mesmo período, projeta-se a exportação de cerca de 35,8 milhões de toneladas métricas de açúcar bruto, ligeiramente acima do volume estimado para 2024/25.
📈A área colhida também segue em expansão e, até o final do ano, espera-se alcançar 8,8 milhões de hectares, representando um crescimento de 4,1% em relação a 2024.
O mix de produção projetado para 2025/26 é de 51% açúcar e 49% etanol, com maior favorecimento ao açúcar, impulsionado tanto pela melhor remuneração quanto pela elevada capacidade de cristalização das usinas brasileiras.
📉Em abril de 2025, as exportações de açúcar totalizaram 1,56 milhão de toneladas, refletindo novamente uma queda de 17,7% em comparação ao mesmo mês do ano anterior e confirmando o menor volume mensal dos últimos dois anos.
📉A receita proveniente das exportações de açúcar e melaço também apresentou retração significativa. Em janeiro de 2025, o volume médio diário embarcado ficou 30% abaixo do registrado no mesmo período de 2024, reflexo combinado da queda nos preços internacionais e da redução dos volumes exportados.
✅Mesmo diante da volatilidade dos preços internacionais — influenciada por estoques globais, condições climáticas adversas e pela demanda dos mercados emergentes — o Brasil se mantém em posição de vantagem frente a concorrentes diretos como Índia e Tailândia. Essa competitividade é garantida pela maior flexibilidade no mix produtivo: a elevada capacidade de cristalização das usinas nacionais permite priorizar a produção de açúcar nos momentos de maior rentabilidade, ao passo que outros players enfrentam limitações técnicas ou políticas para realizar esse ajuste.
Fontes: Datamar News, USDA – Foreign Agricultural Service, Agrideria Industrial LLC.
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